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Afiando o Machado

Há “alguns” anos estava eu trabalhando quando fui abordado por um colega de trabalho, que me fez uma pergunta ao final da seguinte história: Haviam dois homens trabalhando em um canavial, e em certa hora do dia um deles parou e começou a afiar seu facão por alguns minutos, sendo que o outro continuou trabalhando sem parar até o final do dia. Te pergunto, qual deles conseguiu cortar mais cana naquele dia? Tinha sido a primeira vez que ouvira essa história, dessa forma pensei por alguns segundos e respondi: Acredito que o que afiou o facão. Ele disse: Exato… Então vou tomar um café e já volto.

Essa história/alegoria que para mim, naquele momento, foi uma novidade e pelo contexto achei bem engraçada, hoje em dia vejo como algo bastante “batido”, e talvez seja para você também. Contudo o fato é que muitas vezes deixamos de lado o aprendizado passado e esquecemos de algumas práticas que podem nos ajudar, e muito, no dia a dia.

Afiar o machado pode ser clichê, mas ao fazê-lo, pode-se ganhar muito em eficiência pessoal e profissional, pois como na história acima, quem entregou o melhor resultado foi a pessoa que afiou o machado, ou nesse caso o facão.

Observe que a história menciona que a pessoa ficou por alguns momentos afiando o machado. Desta forma inferimos que não se trata de um longo tempo, nem mesmo de uma pausa previamente estipulada pelas normas da “empresa”, mas um momento que se fez necessário, que pôde ser percebido somente por ele próprio. Veja também, que apesar de óbvio, a ferramenta de trabalho está junto a ele, como num estreitar de relacionamento entre eles. Da mesma forma, quando for afiar o seu machado, faça no momento necessário, e ainda não se desligue totalmente da ferramenta de trabalho, seja ela física, ou mental, pois dessa forma você buscará melhorar a sua performance, e não apenas “espairecer” a cabeça, pois para este momento, existem as pausas tradicionais na maioria dos trabalhos.

Algumas situações em que pode-se afiar o machado:

  • pela manhã, antes de sair de casa, pense um pouco se está levando consigo tudo o que precisa, pense no que você vai necessitar ao longo do dia;
  • ao chegar no trabalho, dedique alguns momentos para rever suas anotações do dia anterior e pensar no que está por vir nas próximas horas;
  • após retornar do almoço, faça a mesma coisa, porém reflita também sobre seu desempenho até então e no que realmente precisa ser realizado até o final do dia;
  • ao final, pense no que você levará para casa e no que deixará para o dia seguinte, arrume tudo e vá;
  • e claro, durante seu dia, se dê o direito de por alguns minutos tomar aquele cafezinho, e de preferência converse com um colega ou amigo de trabalho, mesmo que rapidamente sobre como está o seu dia. Muitas soluções podem surgir desse bate papo rápido.

Se o machado está cego e sua lâmina não foi afiada, é preciso golpear com mais força; agir com sabedoria assegura o sucesso. Eclesiastes 10:10

Atualmente, no ritmo que trabalhamos e que somos exigidos por nossas empresas, clientes, parceiros, podemos ter a falsa ideia de que não temos esse tempo para afiar o machado, mas não se engane, esse tempo é você que fará, pois se você for depender de outros para fazê-lo, esqueça, pois dificilmente acontecerá.

Deixo claro aqui também que o “tempo” que é necessário para afiar o machado é de pouquíssimos minutos, algumas vezes segundos. Não caia no erro usar grande quantidade de tempo para isso, pois caso contrário você causará uma má impressão juntos aos demais colegas de trabalho e o pior de tudo, o propósito se perderá, pois você inevitavelmente se afastará da sua ferramenta.

Por fim, nunca se esqueça que só o fato de “levantar a cabeça” em meio à confusão, aos papéis e problemas, e dar uma boa respirada, poderá te fazer enxergar algo que até então estava passando desapercebido, melhorando o resultado final do seu trabalho perante outros, mas principalmente, tornando-o mais satisfeito consigo mesmo, pois o machado afiado lhe será mais eficiente, realizando mais em menos tempo.

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Written by Eduardo Swiech

Um latino americano dos idos de 1981. Apenas mais um curitibano, um 'CDF' de outrora, que gosta de games, filmes e seriados 'bem jóia'.

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