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Como eu enxergo Moana – um breve comentário

Tendo assistido quatro vezes o desenho da Pixar/Disney, acho que posso dizer que gostei.

Moana (2016) basicamente conta a história de uma jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania; esta tribo descende de uma longa linhagem de navegadores. Entretanto, algo aconteceu que fez com eles parassem de se aventurar pelo mar; e algo está acontecendo com a natureza também. Para solucionar o problema, Moana sai em uma aventura, acompanhada pelo semi-deus Maui, para devolver o coração de Te Fiti, que seria a razão dos problemas.

Pra mim, o tema central do desenho é o resgate do coração feminino, que foi roubado pela cultura machista (representado pelo semideus). Com esse roubo, a feminilidade se tornou infértil e amarga, incapaz de gerar vida.
As próprias mulheres, representadas por Moana, precisam embarcar na aventura de resgate do feminino. O homem, apesar de não ser o protagonista, desempenha um certo papel. Algumas vezes ele é tosco e acha que a mulher não vai conseguir.

Mas esta, ajudada também pela natureza, consegue lutar e quebrar a casca que foi construída por cima da feminilidade por longos anos de feridas causadas pelos homens. O homem, usando de sua dádiva  divina, auxilia a mulher nessa aventura. mas é prerrogativa dela iniciar a jornada e finalizá-la.

De início fiquei temeroso pela forma como seriam tratados esses assuntos em um filme da Disney/Pixar, mas confesso que me surpreendi. As metáforas são impressionantes e quem for assistir não deve se deixar levar pela presença de monstros e deuses; estes são apenas elementos para nos levar a pensar em algo muito maior. Mesmo sendo um desenho infantil, acho que todos deveriam assisti-lo e refletir sobre ele. O resgate do feminino é algo que está sendo fortemente buscado hoje em dia, mas, algumas vezes, parece que não se percebe o que está no âmago do problema e o que deve ser feito para resgatar o coração feminino.

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