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Leituras de Outubro

Outubro foi um mês corrido, mas não faltou tempo para leitura. Vamos a algumas delas!

 

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Fábulas de Esopo

Você provavelmente já ouviu aquela fábula da raposa que passou por um vinhedo que estava com cachos enormes de uvas. A raposa tentou de todas as maneiras alcançar um cacho para se deliciar com as frutas, mas vendo que não teria sucesso na missão, desistiu e foi embora desfazendo delas, dizendo que provavelmente estavam azedas.

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Conhece alguém assim?

Essas fábulas são rápidas, diretas e clássicas, e servem para uma vasta gama de leitores, que vão desde as crianças até adultos. Aliás, é uma excelente alternativa para quem quer começar a ler. Esopo distribui conselhos sobre problemas do cotidiano e descreve o comportamento humano por meio de fábulas que envolvem pessoas, coisas e principalmente animais. É tudo muito simples e infantil, mas com mensagens interessantes e cheias de profundidade.

 

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Grandes Astros Superman

Por mais que o Superman seja aquele que representa ao máximo a figura de um herói, ele não é o personagem com histórias super legais, aquelas que fazem você ficar de queixo caído. Ao menos é o que eu penso. Ou pensava até ler essa pérola.

Concebido por uma das duplas mais bem sucedidas dos quadrinhos da atualidade, Grant Morrison e Frank Quitely, Grandes Astros Superman é uma grande homenagem ao kriptoniano.

Vítima de um plano malacafento de Lex Luthor, Superman é exposto a doses cavalares de raios solares, e começa a literalmente morrer aos poucos. Morrison tece um texto fabuloso, num tom nostálgico de despedida, e de forma magistral homenageia o personagem capítulo a capítulo com elementos que remetem a toda a história do herói. Quitely complementa a história com uma arte tão linda, com detalhes tão bonitos que em alguns momentos eu perdi o fio da meada, só curtindo os desenhos.

O tipo de leitura que quando você acaba não pensa outra coisa senão “valeu a pena”.

 

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X-Men – E de Extinção

Anos 90 e quadrinhos são elementos que não combinam muito bem. Os anos 80 haviam sido espetaculares para esse mercado, especialmente com tudo o que tinha aparecido em 1986, como Watchmen e Batman, o Cavaleiro das Trevas. As expectativas para a nova década eram enormes, mas aí aconteceu algo realmente estranho: a arte sobrepujou o roteiro.

Homens com queixos quadrados gigantes, 74 dentes na boca, muito músculo e armas gigantes. Mulheres com curvas turbinadas, biquinho de selfie e pernas 2 vezes maiores que o corpo. Uniformes com cores berrantes e bolsos, muitos bolsos. Poses. Muitas poses, caras e bocas.

No começo dos anos 2000, o mesmo Grant Morrison do texto anterior com o mesmo Frank Quitely assumiram o comando dos X-Men, que padecia dos personagens afetados descritos acima e de roteiros terríveis. Morrison deu um reset em tudo. Começou pelos uniformes: nada de cores escalafobéticas. Aproveitando o embalo do filme, Morrison redefiniu tudo para a cor preta. E couro, claro.

O próximo passo foi enxugar a equipe dos mutantes e criar novos personagens. Era necessário renovar. O último passo era criar uma trama interessante, e Morrison fez o que ele faz de melhor: pensar fora da caixa. A idéia era simples. E se os humanos parassem de rejeitar os mutantes, mas desejassem se tornar como eles? E se alguém apoiasse/financiasse essa ideia e enxergasse a escola de Xavier como uma espécie de “fazenda de órgãos”.

Esses são apenas alguns dos elementos, tem muito mais. Eu gostei, e muito. Estou lendo toda a cronologia dos X-Men, e confesso que essa parte foi um alívio diante dos anos pavorosos que antecederam essa fase. Vale a pena!

 

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Homem-Aranha – Azul

Para fechar, um quadrinho do cabeça de teia que eu sempre ouvi muito sobre mas que ainda não tinha lido. Jeff Loeb, o homem de um roteiro só, dessa vez (talvez só dessa vez) fugiu do seu clássico “quem será o assassino misterioso” para nos presentear com uma história gentil e dramática. Loeb literalmente reutilizou as histórias de Stan Lee que antecedem o clássico Spiderman 50, Homem-Aranha Nunca Mais, mas colocando o foco da história na atração de Peter Parker por Gwen Stacy.

Em poucos quadros é possível embarcar na mente de Parker e entender o que faz ele se sentir atraído por ela, e ao mesmo tempo, tentar lidar o aparecimento de outra garota, Mary Jane Watson.

A arte do eterno parceiro de Loeb, Tim Sale, é perfeita. Perfeita para a trama, para os personagens, para o clima da história. Aliás, esse é outro quadrinho que é fácil esquecer do roteiro por alguns momentos e entrar no modo contemplação. Justificou tudo o que ouvi sobre o quadrinho. Excelente, vale a leitura.

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Written by Chico Milk

Chico Milk nasceu em Guarapuava City Paradise. Um dos quatro seres viventes. Guitarrista low profile, amante de dias frios, chuvosos e cinzentos, bebedor nato de café com leite, leitor de livros e quadrinhos.

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