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Leituras de Setembro

A partir de agora vou compartilhar algumas leituras selecionadas que faço durante o mês. O propósito não é uma análise profunda dos livros e quadrinhos comentados, mas um rápido comentário para despertar interesse e interação. Sim!, deixe seu comentário sobre o que te interessou e compartilhe quais foram as suas leituras!

 

subliminar

Subliminar – Leonard Mlodinow

Tenta lembrar daquela foto que está na estante da sua casa. Aquela mesma, que tem a sua família reunida. Agora tenta lembrar em que lugar você está na foto. Você está em pé? Ou sentado? Sorrindo ou olhando para o lado? Ou melhor, você está na foto? Tem certeza?… Ou ainda, você consegue lembrar o que comeu ontem? Não? E por que você lembra do assado do último natal ou do bolo que sua avó fazia há 20, 30 anos atrás?

É exatamente sobre isso que Mlodinow fala em Subliminar, sobre como funciona o nosso inconsciente e como ele influencia nossas ações.

Com um texto rápido, bem escrito e com conteúdo bem fundamentado, o autor nos leva a compreender um pouco de como nossa mente funciona, do por que das nossas escolhas, de por que sorrimos para o estranho que passa por nós numa rua deserta ou na fila do banco e ainda por que desconfiamos daquela pessoa que todo mundo parece gostar.

Confesso que me surpreendi e me diverti durante toda a leitura. Em diversos momentos parei para refletir e entrar no momento “agora entendi por que faço isso” ou “por que penso desse jeito”. Fantástico! Um livro edificante, interessante e necessário. Vale a pena!

 

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Demolidor – A Queda de Murdock

Esta é uma das histórias que foram escritas no espetacular ano de 1986, o ano de ouro dos quadrinhos (leia mais sobre isso aqui) e que é considerado um dos grandes clássicos da nona arte. Matt Murdock, o Demolidor, tem sua identidade secreta revelada ao seu maior inimigo, o Rei do Crime, que arma um plano marvadão para descontrolar e destruir completamente a vida do advogado.

Com uma narrativa poderosa de Frank Miller e a arte soberba de David Mazzucchelli, A Queda de Murdock é uma aula de roteiro bem amarrado, personagens bem desenvolvidos e trama envolvente.

Essa foi uma das minhas releituras do mês, e como valeu a pena! É uma história fluida, envolvente. A narrativa gráfica de Mazzucchelli é um espetáculo à parte com as suas diversas referências à famosas obras de arte da pintura. Indispensável para quem quer uma leitura de qualidade 😉

 

scarecrow

Batman – A Queda do Morcego 3

O começo dos anos 90 foi marcado pelos desastres com os grandes personagens da DC Comics. Super-Homem Superman tombou diante da ameaça repentina e avassaladora chamada Apocalypse, numa história tão marcante que se tornou um evento de proporções globais, com direito a reportagem no Jornal Nacional aqui no Brasil. Na mesma época, Batman vivia uma sequência frenética de combate ao crime, e, afundando em exaustão física e mental, sucumbiu ao brutamontes Bane.

A saga da Queda do Morcego saiu na íntegra por aqui apenas nos saudosos formatinhos da Editora Abril, e é uma saga muito boa. O volume em questão foca no vilão Espantalho e na sua fixação pelo medo, chegando em determinado momento a se auto-denominar o Deus do Medo. É bem evidente que Christopher Nolan bebeu muito dos quadrinhos para fazer sua excelente trilogia, e eu não me surpreenderia se soubesse que ele se inspirou no Espantalho dessa edição para retratar o personagem no primeiro filme.

 

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A Morte do Superman Vol 2

O evento da morte do Homem de Aço se estendeu por quase dois anos, começando pela morte, passando pelo funeral e o surgimento de quatro (!!!) novos Supers e culminando no retorno do herói, com direito ao uniforme preto e um mullets estiloso. A Panini lançou a saga completa em dois volumes, e o segundo volume foca nos quatro novos heróis que se intitulam Superman e também no retorno.

A Morte do Superman foi um dos quadrinhos mais marcantes da minha vida. Quando saiu pela primeira vez aqui no Brasil, também foi nos formatinhos, e para mim foi totalmente impactante, começando pela capa que era preta com o símbolo do Super-Homem sangrando (sim, na época ele ainda era chamado de Super-Homem). Como eu havia gostado muito da história, fiquei ansioso para ler a sequência. No entanto, a minha vontade foi barrada pelo fato de viver numa cidade do interior no Paraná, onde eu NUNCA consegui achar um gibi sequer do resto da saga.

Hoje, mais de 20 anos depois, finalmente consegui terminar de ler a história! E gostei, muito! Mas… acho que gostei por ter vivido na época e por ter tido essa expectativa. Se você nunca leu nada sobre essa fase e estiver interessado, vai por mim, leia a parte da morte e fique por aí mesmo que a diversão é garantida.

 

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All You Need Is Kill

Outra releitura do mês! Esse aliás, foi o primeiro mangá que eu li na vida. Tinha um preconceito enorme com quadrinhos japoneses, até que um dia vi essa história na banca e decidi arriscar. E que surpresa agradável! Ler mangá é uma experiência diferente, começando pelo sentido da leitura: de trás para frente, e nas folhas sempre da direita para a esquerda. No começo foi estranho, mas o desenvolvimento da história e a arte espetacular ajudaram totalmente no processo! Aliás, a arte dos mangás em geral é um caso à parte. Geralmente é em preto e branco, mas isso não limita o desenho para eventos só de dia por exemplo. As sobreposições de tons escuros e o traço fino são impressionantes, e em All I Need… é admirável.

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O nível de detalhes é impressionante!

A história é sobre Kiriya Keiji, soldado de um pelotão que combate seres extraterrestres que estão devastando a terra. Keiji acorda certo dia e percebe que tudo está acontecendo como no dia anterior. Logo ele entende que está vivendo um loop temporal e que sempre vive o mesmo dia. Então ele decide aproveitar esse loop para se tornar o melhor soldado, e para isso vai atrás da ajuda de Rita Vrataski, a melhor soldado americana em atividade nessa guerra.

All I Need Is Kill segue a fórmula dos filmes O Dia da Marmota e 24 Horas e também da minissérie Daybreak, sobre um dia da vida que se repete e sobre como o personagem reage para transformar a situação adversa em um aprendizado.

Recentemente o mangá ganhou uma versão cinematográfica chamada No Limite do Amanhã, protagonizado por Tom Cruise.

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Written by Chico Milk

Chico Milk nasceu em Guarapuava City Paradise. Um dos quatro seres viventes. Guitarrista low profile, amante de dias frios, chuvosos e cinzentos, bebedor nato de café com leite, leitor de livros e quadrinhos.

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