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O que eu aprendi com o sobrevivencialismo

Que tipo de imagem vem a sua mente quando você ouve a palavra sobrevivência ou sobrevivencialismo?

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Sempre fui fascinado por esse tema, principalmente com os programas apocalípticos que acompanhamos no Discovery Channel. É algo que me causa uma inquietação, me provoca, logo fui impelido a analisar o fato de porque esse tema me causa tanto interesse assim como a pesquisar mais sobre esse tema. Até um curso de sobrevivência urbana em cidades siteadas montado por um checheno eu comprei.

Mas uma das primeiras coisas que fui atrás foram as definições mais comuns a respeito de sobrevivencialismo, vejamos algumas:

  1. No Wikipedia encontramos a seguinte definição – Sobrevivencialismo é um movimento de grupos ou indivíduos (chamados sobrevivencialistas ou preparadores) que estão ativamente preparando-se para emergências, até em caso de possíveis rupturas na ordem política e social local, regional, nacional ou internacional.
  2. Em um site brasileiro encontrei uma definição muito parecida – Sobrevivencialismo é o nome do movimento, ou estilo de vida, que abrange pessoas que se preparam para enfrentar emergências ou adversidades que podem mudar drasticamente o seu modo de viver.
  3. Definição de Robert Richardson, um notável “sobrevivencialista” norte-americano – Sobrevivencialismo não é sobre se preparar para algum evento mundial apocalíptico, e sim se preparar para aqueles pequenos eventos que podem ser sentidos como o fim do mundo para alguém que se encontra no meio de uma crise.

Depois de ter em mente algumas definições fui atrás de um pouco da história desse movimento.

História

As raízes do movimento moderno de Sobrevivencialismo nos EUA podem ser rastreados a diversas fontes, incluindo políticas governamentais, ameaças de guerra nuclear, livros de alerta para colapsos econômicos e sociais e ficção apocalíptica e pós-apocalíptica.

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Podemos observar na história programas governamentais de defesa civil da época a Guerra Fria estimulavam a construção de abrigos nucleares e treinamentos para as crianças. Houve um famoso programa governamental americano, chamado de “Lei do Homesteading” que dava incentivos e isenções fiscais para pessoas que colonizassem áreas remotas do país (EUA).

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Mas “se preparar” ou “prepping” em inglês começou muito antes da Guerra Fria, ela se remete ao começo do pioneirismo nos EUA nos dias do expansionismo no Oeste, onde era comum armazenar comida e madeira durante o verão em porões para o consumo no inverno, assim como era comum usarem os porões como abrigos contra os tornados. Os índios norte-americanos era conhecidos como preparadores preparando carne seca e pemmican – uma pasta de carne seca batida e misturada com gordura derretida e outros ingredientes, originalmente feita por índios norte-americanos e mais tarde adaptada por exploradores dos árticos.

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Definitivamente o que mais me atrai nesse tema é a preocupação em estar preparado para algo repentino, para o derradeiro evento disruptivo. É esse cuidado além do normal e que pode ser considerado um pouco como paranóia, que mostra um pouco mais de consciência da nossa fragilidade assim como nossa depedência de onde estamos inseridos.

Comportamento e técnicas

Todo sobrevivencialista tem uma lista mental de “situações de risco” onde ele classifica o que pode ser uma provável ameaça. As mais comuns para eles são:

  • Catástrofes Naturais
  • Catástrofes provocadas pela humanidade
  • Ruptura na ordem
  • Colapso geral
  • Colapso econômico
  • Emergências sanitárias
  • Eventos apocalípticos

Geralmente após um sobrevivencialista elencar suas situações, ele vai mapear as chances de cada uma ocorrer e a severidade de cada ameaça. Após essa primeiro cruzamento de dados o indíviduo vai ter uma lista de prioridades de preparação e com isso ele norteia toda sua estratégia e preparo para combater tais mazelas. Para algumas pessoas guardar alimentos, aquecedores a querosene é se preparar. Para outras é construir um refúgio longe das grandes cidades, é se preparar belicamente para se defender de motins e revoltas. Preparação não envolve apenas a aquisição de itens físicos mas também a de desenvolvimento de habilidades para sobreviver, qualquer um pode comprar seus itens de sobrevivência mas não saber como usá-los. Isso me lembra da história do padre dos balões de Paranaguá-PR que antes de seu voo derradeiro adquiriu um aparelho de GPS, porém não sabia como operá-lo na hora de maior necessidade.

O que eu aprendi, afinal?

No seu mais profundo e básico significado sobrevivencialismo é composto por três elementos básicos – o mindset sobrevivencial, preparação do material, aquisição e avaliação de suas habilidades. Você necessita possuir esses três elementos para poder enfrentar devidamente qualquer crise.

Se pararmos para analisar friamente você pode ser um sobrevivencialista em qualquer área de sua vida desde a área emocional como nas áreas de carreira, finanças, saúde, etc.

Como posso estar avaliando as áres que envolvem minha vida para que eu possa estar preparado para crises que eventualmente todo mundo enfrenta? Como devo avália-la e buscar conhecimento para estar preparado? Quais habilidades ainda não possuo e como posso adquiri-las? Essas perguntas certamente nos levarão a uma reflexão séria de como estamos nos preparando para nossa vida e poderão nos preparar para os dias maus.

Podemos conlcuir que o principal motto dos sobrevivencialistas pode ser considerado com um dos fundamentais da vida: “Prepare-se para o pior e espere o melhor“.

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Diego Mendes

Written by Diego Mendes

Um pensador, desenvolvedor de sistemas de 35 anos que ama camelos e que tem buscado fazer a melhor jornada nessa vida.

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