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Porquê nem sempre deve-se promover profissionais de alta performance a cargos de gestão

No mês passado, alguém escreveu para o site de aconselhamento de carreira Ask A Manager (AAM) sobre como recusar uma promoção para a liderança. O post gerou cerca de 100 comentários, a maioria de leitores que simpatizavam com o dilema da pessoa.

A discussão gerada no AAM destaca um problema chave existente na estrutura de muitas empresas modernas. Muitas vezes, as empresas incentivam funcionários de alto desempenho que não estão aptos para serem gestores (ou não querem ser gerentes) para buscarem essas oportunidades. Ao fazer isso, eles podem acabar prejudicando o progresso de sua organização, não permitindo que as pessoas façam o que fazem melhor.

Hoje,  muitos profissionais equiparam o desenvolvimento e sucesso de carreira com alcançar um cargo de gestão. É difícil dizer ao certo como ou quando essa idéia se originou. Os americanos têm sido obcecados com a imagem do líder carismático há anos, pelo menos desde a publicação de Dale Carnegie de “Como Fazer Amigos e Influenciar Pessoas“, em 1936.

No livro, Carnegie insistiu que habilidade técnica não é suficiente – profissional e sucesso financeiro é em grande parte resultado da capacidade de inspirar e motivar as pessoas.

Certamente, Carnegie está correto. Ser capaz de comunicar suas idéias e entusiasmo é essencial para o sucesso em qualquer campo. Mas em algum ponto, o conceito de motivar outras pessoas foi interpretada como a necessidade de ter um grupo de funcionários para dizer lhes o que deve ser feito.

O problema é que nem todo mundo deve estar no comando de uma equipe. Administrar outros de forma eficaz requer um compromisso e um certo conjunto de habilidades, incluindo comunicação, empatia e planejamento de longo prazo.  Nesse contexto, algumas pessoas são mais adequadas para outros tipos de liderança. 

Na verdade, muitos especialistas em negócios têm apontado que as pessoas podem liderar e inspirar a outros em todos os níveis de uma organização. Quando você pensa sobre como você pode ser mais eficaz e criativo em seu trabalho, você está sendo um líder; quando você apresenta novas idéias para as pessoas as quais se reporta, você também está sendo um líder.

Mas nós ainda não atingimos o ponto onde as pessoas que lideram dessa forma são elogiadas e recompensadas financeiramente da mesma forma que o alto nível de gestores o são.

Nada disso é para dizer que as organizações não precisam de alguns gestores de pessoas, mas o desenvolvimento de vários caminhos de ascenção poderiam potencialmente melhorar as bases de uma empresa, uma vez que permite que os funcionários potencializem as suas forças profissionais ao invés de lutar com as suas fraquezas.

Por exemplo, várias pessoas comentaram na AAM que trabalham para organizações que oferecem múltiplos caminhos de crescimento – um para gestores de pessoas e outro para “especialistas” e/ou “técnicos”.

É hora de mudar a forma como nós, como liderança, vemos a sociedade e o sucesso profissional, de modo que a gestão de outros seja apenas uma das várias opções para as pessoas ambiciosas que querem progredir.

Fonte: Business Insider

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Written by Eduardo Swiech

Um latino americano dos idos de 1981. Apenas mais um curitibano, um 'CDF' de outrora, que gosta de games, filmes e seriados 'bem jóia'.

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