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Que tal falarmos de escada rolante?

Ou da regra da escada rolante…

Todos nós nos moveríamos muito mais rápido se ninguém andasse na escada rolante

Se você já viveu em uma cidade grande, principalmente na América do Norte, você conhece a regra da escada rolante: fique à direita parado ou ande no lado esquerdo. É bem simples, quem está com pressa pode subir apressadamente pelo lado esquerdo.

Violar essa regra, pelo menos aqui no Canadá, vai te levar a condição de ouvir algum resmungo ou reclamação avisando que você está fazendo errado.

Eu odeio quando as pessoas quebram essa regra por aqui, já no Brasil que não é costume é totalmente aceitável e nunca vi alguém andando na escada rolante enquanto existem populares parados nos degraus.

E hoje as pesquisam mostram que realmente, o jeitinho brasileiro é melhor, pois o transporte tende a ser mais rápido se todo mundo ficar parado na escada rolante.

Pesquisadores da Universidade de Greenwich descobriram que, em média, apenas 25% das pessoas andam em escadas rolantes. Os outros 75% ficam parados. E isso é um problema visto que 50% da escada rolante serve para apenas 25% de seus passageiros.

E, como aponta Slate, “as pessoas tendem a criar mais distância entre si quando andam na escada do que quando ficam parados“.

Isso significa linhas mais longas e um deslocamento mais lento no geral – certo? Isso por si só não significa que ficar parado em pé é sempre mais rápido. E se esses caminhantes estiverem indo rápido o suficiente para compensar o espaço extra? Você teria que testá-lo no mundo real para descobrir, e nenhuma pessoa normal forçaria os passageiros mal-humorados a ficarem dois a dois em uma escada rolante em nome da ciência. Felizmente, os cientistas não são pessoas normais.

Em 2015, uma equipe de analistas realizou um teste na estação de Holborn, no centro de Londres. Durante três longas semanas, eles pediram que os passageiros ficassem parados em ambos os lados da escada rolante, às vezes com guardas uniformizados para que as pessoas não pudessem passá-los, às vezes pedindo aos casais que ficassem de mãos dadas, outras vezes dando instruções alegres aos passageiros. através de alto-falantes. Uma escada rolante que normalmente transportava 12.745 passageiros entre as 8:30 e as 9:30 da manhã em uma semana normal era capaz de transportar 16,220 passageiros com as regras permanentes estabelecidas. Muitos desses passageiros ficaram irados – gritos de “eu sei usar uma escada rolante seu @#*&*!” e “Aqui não é a Rússia!” foram ouvidos – mas, em média, os populares chegaram aos seus destinos mais rapidamente do que teriam de outra forma.

 

Dilema do Prisioneiro

Este é um exemplo clássico do conflito entre “cada um por si mesmo” e “o bem maior”. Com certeza, em média, uma escada rolante onde todos ficam parados os passageiros andam mais rapidamente. Mas no prisma pessoal, você provavelmente chegará ao topo mais rápido do que alguém parado e ainda por cima se sentirá melhor. Como o engenheiro de incêndio Michael Kinsey disse à Slate:

“As pessoas em geral não querem ficar paradas, pois há um sentimento de que andar de forma constante significa que elas estão progredindo”.

Sem mencionar o fato de que a regra “parada” não faz sentido em todos os casos – você definitivamente chegará mais rápido se você caminhar em uma escada rolante vazia, por exemplo.

Mas essa regra é possível? Cidades de todo o mundo estão tentando descobrir o que no Brasil já descobrimos. Hong Kong, Tóquio e Washington D.C. flertaram com campanhas para os populares não andarem na escada rolante, com resultados mistos. Como o sistema perfeito de embarque de aviões, a regra perfeita das escadas rolantes pode nunca se concretizar pelo simples fato de que a maioria das pessoas não está interessada na eficiência geral – elas só querem chegar onde estão com o menor número de dores de cabeça possível.

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Diego Mendes

Written by Diego Mendes

Um pensador, curador de conteúdo, desenvolvedor de sistemas de 36 anos que ama camelos e que tem buscado fazer a melhor jornada nessa vida. Sim, curador de conteúdo, parte do que escrevo são traduções de grandes artigos escritos em inglês ou espanhol.

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